Como meu pai descobriu as maravilhas do rádio pelo celular, outro dia cheguei em casa e lá estava ele ouvindo o jogo do Fluminense outra vez. Na hora pedi para ouvir junto e ficamos os dois, cada um com um fone.
Ouvi um pouco e depois foquei no desenho da Ariel que minha mãe colocou. Meu pai ficou do meu lado, ouvindo o jogo dele. Lá pelas tantas ele fala comigo "ouve só" e coloca o fone no meu ouvido e só ouço um "gooooooooooooooooooooooooooooooooooool do Fluminense". Achei muito legal e virei para o meu pai e falei empolgada, "gol do Fluminense!" Papai todo orgulhoso respondeu, é sim, viu só?
O time estava em noite inspirada e papai ainda colocou mais três vezes o fone no meu ouvido para que eu ouvisse o moço do rádio gritando gooooooooooooool do Fluminense. Assim, fui dormir satisfeita por escutar algo que eu entendesse e que me deixou feliz, muito mais pela vibração do meu pai do que pelo resultado.
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20 de outubro de 2010
28 de setembro de 2010
Jogo no rádio
No dia do aniversário da tia Dani ouvi pela primeira vez um jogo, ou parte dele, no rádio. Fui dormir muito cedo, antes das 18:30h eu tinha apagado, e acordei por volta das 21h, ainda sonolenta, sem saber direito o que fazer (se acordava de vez ou voltava a dormir), minha mãe me entregou ao papai sentada no sofá novo da sala (muito grande!) para ver televisão.
Papai estava se distraindo, vendo vários canais, mudando a toda hora até parar no Discovery Kids. Lá pelas tantas ele pegou um fone e colocou no celular dele. Me interessei e perguntei se ele estava ouvindo música no celular. Ele respondeu que não, que estava ouvindo o jogo do Fluminense.
Eu já me interessei em ouvir a "música" do Fluminense e queria colocar o fone no ouvido. Assim, começou o jogo e eu e meu pai ficamos ouvindo, cada um com um fone. Não entendia direito o que o homem do outro lado estava dizendo, mas me diverti em dividir esse momento com papai.
Prestei muita atenção e olhava para ele entusiasmada repetindo as palavras que eu conseguia identificar, como Fluminense, chute para o alto e bola. O moço falava muito rápido e eu tinha dificuldade em entender tudo. Meu pai me olhava orgulhoso, não sei se por eu estar ouvindo o jogo, por entender algumas coisas ou simplesmente por estar comigo ali.
Lá pelas tantas comecei a cansar e sugeri trocarmos os fones, que a minha mãe ouvisse também, de desligarmos o fone do celular, até o momento que quis ir para a cama. Lá fiquei com meu pai ainda um tempo e ouvi mais um pedacinho do jogo, até desistir de vez e só prestar atenção no desenho do amigãozão.
Papai estava se distraindo, vendo vários canais, mudando a toda hora até parar no Discovery Kids. Lá pelas tantas ele pegou um fone e colocou no celular dele. Me interessei e perguntei se ele estava ouvindo música no celular. Ele respondeu que não, que estava ouvindo o jogo do Fluminense.
Eu já me interessei em ouvir a "música" do Fluminense e queria colocar o fone no ouvido. Assim, começou o jogo e eu e meu pai ficamos ouvindo, cada um com um fone. Não entendia direito o que o homem do outro lado estava dizendo, mas me diverti em dividir esse momento com papai.
Prestei muita atenção e olhava para ele entusiasmada repetindo as palavras que eu conseguia identificar, como Fluminense, chute para o alto e bola. O moço falava muito rápido e eu tinha dificuldade em entender tudo. Meu pai me olhava orgulhoso, não sei se por eu estar ouvindo o jogo, por entender algumas coisas ou simplesmente por estar comigo ali.
Lá pelas tantas comecei a cansar e sugeri trocarmos os fones, que a minha mãe ouvisse também, de desligarmos o fone do celular, até o momento que quis ir para a cama. Lá fiquei com meu pai ainda um tempo e ouvi mais um pedacinho do jogo, até desistir de vez e só prestar atenção no desenho do amigãozão.
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